Ministério das Cidades e Condepe/Fidem promovem evento
Por Comunicação Condepe/Fidem
Projeto em fase de implementação pelo Ministério das Cidades em sete Regiões Metropolitanas do Brasil teve uma etapa de escuta de órgãos públicos estaduais e municipais de planejamento, infraestrutura, meio ambiente e gestão de riscos em Pernambuco. A reunião foi realizada no Recife, sob a coordenação da Agência Condepe/Fidem, na quarta-feira (17).
Intitulado “Projeto Adaptação Climática nas Cidades: Planejamento Urbano Sensível à Água”, em alusão à ação do Ministério das Cidades, o evento ocorreu no Centro Administrativo da Compesa, no bairro de Santo Amaro, área central da capital pernambucana.
O diretor de Governança Metropolitana Interfederativa da Agência Condepe/Fidem, Carlos Amorim Filho, destacou a importância da participação de Pernambuco na implantação do projeto.
“É essencial, já que quase todos os municípios da região convivem com riscos hidrológicos, como enchentes, inundações e deslizamentos. Estar inserido em uma iniciativa que busca fortalecer a capacidade dos municípios para enfrentar esses desafios é de enorme importância para Pernambuco”, afirmou.
A ação é promovida pelo Ministério das Cidades, em cooperação técnica internacional com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Rede C40 Cidades, Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e AVSI Brasil.
A proposta do consórcio é criar um projeto de abrangência metropolitana, capaz de unir forças e experiências locais para a formulação de soluções sustentáveis frente aos desafios do clima. A construção é coletiva e envolve o intercâmbio de dados, práticas de gestão e conhecimento técnico local, articulando os níveis federal, estadual e municipal
A abertura do evento no Recife foi realizada pelo diretor-presidente da Condepe/Fidem, Diogo Bezerra, que lembrou o papel estratégico da agência no planejamento de ações na Região Metropolitana do Recife e reforçou o apoio à iniciativa nacional. Em seguida, o assessor do Ministério das Cidades Ian Marins Seixas falou sobre a estruturação de um projeto de Londres, na Inglaterra, conhecido como “Waterwise”. “Essa iniciativa consiste em apoiar os municípios em seus projetos, análises e projeções de futuros planos para evitar desastres climáticos no estado”, detalhou.
Na fala seguinte, a doutora em Geografia e representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Emily Aparecida, explicou os desafios climáticos e hidrológicos enfrentados no Brasil. A especialista, apresentou os problemas que o país enfrenta, entre eles está o “estresse hídrico” causado por secas e inundações, usando o exemplo do Rio Grande do Sul e suas recentes enchentes severas.
A vulnerabilidade foi outra questão abordada, onde foi mostrado a baixa sensibilização da população, falhas governamentais, degradação ambiental e as baixas capacidades técnicas. Em seguida, a geógrafa mostrou as soluções, que são ações voltadas para proteger,conservação e restaurar o ecossistema de forma sustentável. Terminando a apresentação divulgando a 1º fase do projeto que será iniciado em 2026.
Outra participante foi a diretora-presidente da Apac, Suzana Montenegro, que explicou o monitoramento realizado pela agência em relação às secas, aos rios e aos alertas de chuvas que impactam a região metropolitana ao longo do ano. Suzane também divulgou as parcerias que a agência mantém, destacando a importância de instituições como a Funceme para a obtenção de resultados precisos.