Município de Pernambuco
Olinda
RMRPanorama
Fonte: IBGE- UF
- Pernambuco (PE)
- Microrregião
- Recife
- Mesorregião
- Metropolitana de Recife
- Região geográfica
- Nordeste (NE)
- Região imediata
- Recife
- Região intermediária
- Recife
- População
- 364.717 hab.
- Área territorial
- 41,7 km²
Histórico
Fonte: IBGEEm 1534, a Coroa portuguesa instituiu o regime de Capitanias Hereditárias. A Capitania de Pernambuco foi entregue ao fidalgo português Duarte Coelho, que tomou posse de sua capitania desembarcando, em 9 de março de 1535, na feitoria fundada em 1516, entre Pernambuco e Itamaracá. Pouco tempo depois, ele seguiu para o sul em busca de um lugar para se instalar. Encontrou um local estrategicamente ideal, no alto de colinas, onde existia uma pequena aldeia chamada Marim, pelos índios, instalando aí o povoado que deu origem a Olinda. Um sítio protegido pela altura descortinando o mar, com um porto natural formado pelos arrecifes, água em abundância e terras férteis, e fácil de defender, segundo os padrões militares da época. O local era tão aprazível, que, conta-se, o nome Olinda foi dado a partir de uma frase dita por Duarte Coelho: “Ó linda situação para se construir uma vila”. Não se sabe o dia da fundação de Olinda; sabe-se que o povoado prosperou tanto, que em 1537, já estava elevado à categoria de vila. Em 12 de março de 1537, Duarte Coelho enviou ao rei de Portugal, D.João III, o Foral, carta de doação que descrevia todos os lugares e benfeitorias existentes na Vila de Olinda. Nas praias, a vila foi fortificada para a defesa e do alto das colinas se expandiu em direção ao mar, ao porto e ao interior onde ficavam os engenhos de açúcar. Com o extrativismo do pau-brasil e o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, Olinda tornou-se um dos mais importantes centros comerciais da colônia, enriquecendo a tal ponto que disputava com a Corte portuguesa em luxo e ostentação. O traçado urbano da vila configurou-se, ainda no século XVI, com a definição dos caminhos e com a ocupação dos principais promontórios pelos religiosos. Com a chegada das primeiras ordens religiosas – carmelitas, em 1580, jesuítas, em 1583, franciscanos, em 1585, e beneditinos, em 1586, foi feita também a catequização dos índios, de fundamental importância para a conquista definitiva das terras. Em 16 de fevereiro de 1630, a Holanda invadiu Olinda e conquistou Pernambuco. Tomada a cidade, os holandeses se estabeleceram no povoado e ilhas junto ao porto e abandonaram Olinda. Em 24 de novembro de 1631, os holandeses incendeiam Olinda, após retirar os materiais nobres das edificações para construir suas casas no Recife, que começa a prosperar sob a administração holandesa. Em 27 de janeiro de 1654, os holandeses foram expulsos e iniciou-se a lenta reconstrução da Vila de Olinda. Depois de 1654, não se pode mais mudar o destino do Recife, que passa a ocupar aquele lugar antes Olinda. Será o Recife a sede, embora não oficial, e Olinda, secundarizada, se reconstruirá lentamente, não tendo mais a importância que teve naqueles anos anteriores a 1630. Mapa de meados do século XIX revela uma cidade, título obtido em 1676, ainda com as mesmas dimensões da antiga vila. É bem verdade que se reconstruíram, de forma monumental, as suas casas religiosas. O mercantilismo presente no Recife e a racionalidade daquela nova relação, à luz do novo mundo dos séculos XVI e XVII venceram afinal. Olinda tem seu futuro traçado diante do crescimento da importância do Recife. O centro histórico (atual), nesses meados do século XIX, ainda se encontrava envolvido por propriedades rurais, as maiores, os engenhos, na maioria de fogo morto, os da várzea do Beberibe, e as menores, os sítios, nas margens do Rio Beberibe e do mar. Sendo Olinda lugar de moradias e onde estava instalada, desde 1827, a Academia de Direito, ela adquire certa importância com relação ao lugar de trabalho, o Recife. Mas é o interesse pelos salutares banhos de mar, recomendados pelos médicos, que lhe dá nova vida. Nova vida que é bem representada pelo interesse de uma ligação mais rápida, através de um trem urbano, com o Recife, esta se fez desde a Encruzilhada, por antigo caminho que existia desde o século XVI. De princípio, os veranistas usavam casas de terceiros, alugadas para as temporadas de verão. Depois, são adquiridos imóveis e se torna hábito então morar na cidade, mesmo fora da temporada de veraneio. É o renascimento da cidade. Sente-se essa transformação naquelas casas próximas ao mar, onde elas se revestem com roupas ecléticas e, com as reformas das fachadas, são modernizadas. O que se restringia às áreas próximas às praias vai depois caminhar para as outras ruas da cidade. Uma transformação urbana que dá novo alento ao velho burgo. A água potável, levada às casas pela Companhia Santa Teresa, e a eletrificação, denotam a importância que readquire a cidade. Logo, o trem urbano é substituído pelos bondes elétricos, no início do século XX.
Formação administrativa
Fonte: IBGE- Distrito criado com a denominação de Olinda, pelo Alvará de 29-01-1787.
- Elevado à categoria de vila com a denominação de Olinda (ex-Aldeia Marim), em 1537.
- Foi capital do Estado até o ano de 1827.
- Elevado à condição de cidade e sede com a denominação de Olinda, em 16-11-1837.
- Pela Lei Provincial n.º 238, de 11-06-1850, é criado o distrito de Nazaré e anexado ao município de Olinda.
- Por Ato do conselho do governo de 20-05-1833, desmembra do município de Olinda o distrito de Nazaré. Elevado à categoria de vila.
- Pela Lei Municipal n.º 219 de 28-12-1907, é criado o distrito de Paulista e anexado ao município de Olinda.
- Pela Lei Municipal n.º 231, de 02-06-1908, é criado o distrito de Beberibe e anexado ao município de Olinda.
- Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Olinda, Paulista e Beberibe.
- Pela Lei Municipal n.º 486, de 14-11-1922, foram criados os distritos de Caboatam, Canoas, Jardim, Nobre, Praia da Conceição e anexados ao município de Olinda.
- Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11-09-1928, o distrito de Beberibe foi transferido do município de Olinda para Recife. Sob a mesma Lei acima citada, desmembra do município de Olinda o distrito de Paulista elevando-o à categoria de município.
- Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 6 distritos: Olinda, Caboatam, Canoas, Jardim, Nobre, Praia da Conceição.
- Pelos Decretos n.ºs 268, de 25-11-1930, e 56 de 23-01-1931, o município de Paulista perdeu a categoria de município, sendo seu território anexado município de Olinda, como simples distrito.
- Pela Lei Estadual n.º 11, de 04-11-1935, desmembra do município de Olinda o distrito de Paulista. Elevado novamente à categoria de município.
- Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído do distrito sede. Todos os distritos que figuravam na divisão de 1933 foram extintos, sendo seus territórios anexados ao distrito sede do município de Olinda.
- No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.
- Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.
- Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Fotos
Acervo IBGE-
Casas no Largo de Santa Cruz em Olinda (PE) - 1957
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Casas no Largo de Santa Cruz em Olinda (PE) - 1957
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Casas no Largo de Santa Cruz em Olinda (PE) - 1957
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Casas no Largo de Santa Cruz em Olinda (PE) - 1957
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Casas no Largo de Santa Cruz em Olinda (PE) - 1957
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Travessa do Fortim em Olinda (PE) - 1957
Imagens hospedadas pelo IBGE (servicodados/biblioteca) — referenciadas, não redistribuídas.
Fonte: Olinda (PE). Prefeitura. 2014. Disponível em: http://www.olinda.pe.gov.br. Acesso em: jan. 2014.
Verbete IBGE registrado em 2002.